Luana N.

A vida é feita de processos. Uns mais necessários que outros, uns mais solitários (ou não), mas que sempre  auxiliam na soma para o que somos ou desejamos. Para o convívio feminino, este processo solitário, por vezes é imaturo, chega se sem notar, trazendo vários questionamentos e problematizações que se entende apenas mais tarde. A dita e dura beleza que fazem meninas serem classificadas desde o jardim de infância, a forma de objetificação até para a conquista de uma vaga de trabalho, fazem olhares negativos retornarem para o nosso intimo mesmo sem se notar. Para Luana, episódios como este também funcionou como gatilho para um período longo, árduo e dolorido em sua realidade.

Ainda bem que estes ciclos não tão bons também se fecham. Mergulhamos dentro do nosso universo em busca da nossa própria luz para iluminar nossas sombras e, com isto, o externo é alterado, aprendemos a lidar, a filtrar e não se afetar com as trevas que outros disparam contra o nosso ser.

Luana, transbordou para fora uma imensidão, compreendendo a si e os outros numa esfera que olha a partir da singularidade pois a emoção é única e diferente a todos os corpos.

Sua relação com cada uma destas imagens é de inspiração para si e para tantas ouras mulheres solitárias no processo de entender o quão incrível se é.

Texto: Rosângela Lira